Reabilitação da coluna: por que o movimento é essencial em todas as idades

29 de janeiro de 2026
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Uma cena se repete diariamente nos consultórios do Dr. João Rizzo e do Dr. Ericson Sfreddo: uma paciente idosa, com degeneração na coluna, entra acompanhada pela filha ou pelo filho. A preocupação da família é genuína e o cuidado é evidente.

No entanto, em determinado momento, surge a pergunta clássica que reflete um dos maiores mitos sobre a dor nas costas:

“Doutor, ela tem que parar de mexer na horta, né? Ela tem que parar de cozinhar e cuidar da casa?”

A resposta dos médicos surpreende muitas famílias e é fundamental para entender o que é, de fato, a reabilitação.

A Alegria de Viver é o Melhor Remédio

A resposta para a pergunta acima é um sonoro NÃO.

Para muitos idosos, cuidar da horta, preparar o almoço ou manter a casa organizada não são apenas “tarefas”; são a fonte de alegria, propósito e autonomia. Retirar essas atividades sob o pretexto de tratar a coluna pode gerar um impacto psicológico negativo e, ironicamente, físico.

A coluna vertebral precisa de movimento. O sedentarismo e o repouso excessivo atrofiam a musculatura, aumentam a rigidez e pioram a dor crônica.

O que significa “Proteger” o idoso?

Os especialistas explicam que existe uma linha tênue entre o cuidado e a superproteção.

“Proteger não é deixar a paciente acamada ou sentada no sofá o dia todo.”

Proteger significa criar um ambiente seguro para que ela continue ativa. As recomendações médicas focam em dois pilares:

  1. Evitar Quedas: Garantir que o ambiente não ofereça riscos de tropeços e acidentes.
  2. Evitar Exageros: A paciente pode mexer na horta, mas talvez não deva carregar sacos pesados de terra ou ficar horas na mesma posição curvada.

A chave é a adaptação, não a proibição.

A Reabilitação é Adaptação

A cirurgia ou o tratamento da dor não funcionam como um botão de “liga e desliga”, onde o paciente sai do consultório e volta a ter 20 anos imediatamente. O processo é contínuo.

A reabilitação envolve adaptar a rotina para que a coluna suporte as atividades que o paciente ama. Se a avó gosta de cozinhar, vamos fortalecer a musculatura e ajustar a altura das bancadas para que ela continue cozinhando. Se ela gosta da horta, vamos usar ferramentas mais leves.

Conclusão

Se você cuida de um familiar idoso com dor nas costas, o melhor presente que pode dar a ele é o incentivo ao movimento seguro. Não tire a autonomia de quem você ama na tentativa de ajudar. Monitore os riscos, evite os excessos, mas lembre-se: o movimento é vida, e a coluna se beneficia de uma rotina ativa e feliz.

Este texto foi produzido com base na conversa entre o Dr. João Rizzo e o Dr. Ericson Sfreddo. O episódio completo está disponível em nosso canal no YouTube e também em formato de áudio nas principais plataformas de streaming.

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O Projeto Educa Dor é uma ferramenta de informação em saúde, que busca levar de maneira clara, informações sobre os mais diversos conceitos envolvendo a dor crônica, seus tratamentos, métodos e diagnósticos.

Responsável técnico: Dr. João Marcos Rizzo - CREMERS 18903
Médico Anestesiologista com área de atuação em Dor - RQE 42946

Por Marcelo Cezar - Marketing Digital