O que o paciente pode fazer para reduzir o risco de dor crônica após a cirurgia

A dor crônica pós-operatória não é inevitável. E, embora boa parte da responsabilidade pelo seu controle esteja nas mãos da equipe médica, o paciente tem um papel ativo nesse processo que não deve ser subestimado.
Preparação é o ponto de partida
Tudo começa antes da cirurgia. Um paciente que chega ao procedimento fisicamente preparado, com as medicações devidamente ajustadas e com a dor o melhor controlada possível, já está em vantagem. A pré-habilitação física, que envolve recuperar força muscular e independência nas semanas anteriores à cirurgia, e o ajuste adequado do tratamento medicamentoso reduzem a vulnerabilidade do organismo diante do estresse cirúrgico.
Participar ativamente do próprio cuidado
Durante a internação, a postura do paciente importa. Avisar a equipe quando a dor está aumentando, não minimizar o que está sentindo, se movimentar assim que for orientado a fazê-lo: tudo isso influencia diretamente a qualidade da recuperação. Um paciente que participa do próprio cuidado não é um paciente difícil. É um paciente que colabora para o melhor resultado possível.
Quando a dor aguda é bem controlada em todas as fases, antes, durante e após a cirurgia, a recuperação tende a ser mais rápida e as chances de ela se transformar em dor crônica diminuem de forma significativa. A prevenção, nesse caso, começa muito antes do problema aparecer.
Este texto foi produzido com base em uma conversa do Projeto Educa Dor, entre o Dr. João Rizzo e o Dr. Rodrigo Boldo e Cassiano Teixeira. O episódio completo está disponível em nosso canal no YouTube e também em formato de áudio nas principais plataformas de streaming.



