O Dr. João Rizzo do Projeto Educa Dor apresenta a playlist de vídeos sobre “Neuralgia pós-herpética“. Por aqui você poderá tirar algumas dúvidas sobre essa lesão de nervo que ocorre três meses após a neurite.
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Sabemos que cerca de 10% a 20% da população que apresenta infecção pelo herpes-zóster desenvolverá a neuralgia pós-herpética. A prevalência aumenta significativamente com a idade, sendo este o principal fator de risco proporcional. Observamos isso especialmente em pacientes acima de 60 ou 70 anos.
Existem indícios que apontam para a sequência de uma neuralgia pós-herpética, o que talvez permita reduzir o critério de tempo para diagnóstico — trocando os três meses habituais por um período menor.
Muitas vezes, os pacientes procuram atendimento antes que a dor crônica esteja estabelecida. Em casos onde o quadro se apresenta muito “florido” (intenso), é possível adotar um tratamento um pouco mais agressivo, visando proteger o paciente dessa neuralgia.
A neuralgia pós-herpética é, antes de tudo, um desafio para a medicina e, principalmente, para a medicina da dor em qualquer lugar do mundo. Trata-se de uma condição classificada como dor neuropática. Grosso modo, a dor neuropática é aquela que acomete o próprio sistema doloroso. Não é exatamente uma dor que possui uma causa externa; o problema reside no próprio sistema de transmissão da dor.