Características da Dor e a “Anestesia Dolorosa” na Neuralgia Pós-Herpética

17 de março de 2026
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Uma dúvida comum entre os pacientes é se a dor da neuralgia pós-herpética mantém as mesmas características da infecção aguda do herpes. A resposta é: sim, mas a causa muda.

Embora a dor do herpes tenha uma característica neuropática — pois o vírus é neurotrópico e causa lesão inflamatória no nervo —, na fase pós-herpética ela deixa de ser uma dor inflamatória (como a de uma infecção de garganta, por exemplo). Ela passa a se comportar de forma diferente, geralmente descrita como um choque elétrico e/ou queimação intensa. Pode ser contínua ou apresentar paroxismos, que são descargas neuronais súbitas.

A “perversão” dos sentidos e a anestesia dolorosa

Nesta fase, ocorre o que chamamos de uma “perversão do sentido” na área acometida. Além da alodinia, existem áreas que apresentam um comportamento paradoxal, conhecido como anestesia dolorosa.

É um contraste difícil de compreender à primeira vista:

  • O paciente não sente o toque na pele (está amortecido);
  • No entanto, sente dor e descargas naquela mesma região.

É um efeito paradoxal onde a área está dormente, mas continua doendo.



Este texto foi produzido com base em uma conversa do
Projeto Educa Dor, entre o Dr. João Rizzo e o Dr. Luís Josino Brasil. O episódio completo está disponível em nosso canal no YouTube e também em formato de áudio nas principais plataformas de streaming.

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O Projeto Educa Dor é uma ferramenta de informação em saúde, que busca levar de maneira clara, informações sobre os mais diversos conceitos envolvendo a dor crônica, seus tratamentos, métodos e diagnósticos.

Responsável técnico: Dr. João Marcos Rizzo - CREMERS 18903
Médico Anestesiologista com área de atuação em Dor - RQE 42946

Por Marcelo Cezar - Marketing Digital