Fibromialgia é deficiência… ou é força? Entenda o que a lei realmente quer dizer

Nos últimos tempos, muitas pessoas ouviram que a fibromialgia passou a ser reconhecida como deficiência no Brasil. E junto com essa notícia veio a dúvida — e até o medo:
“Isso quer dizer que eu sou incapaz?”
“Vou ter que parar de trabalhar?”
“Exercício não faz bem?”
A resposta é clara: NÃO. E entender isso é fundamental para a sua saúde.
O que a lei quis proteger (e não limitar)
O reconhecimento legal da fibromialgia não significa que a pessoa é frágil, inválida ou incapaz.
A lei segue um conceito moderno, usado pela Organização Mundial da Saúde, que entende deficiência como:
Uma condição de saúde que pode gerar limitações, principalmente quando a pessoa enfrenta barreiras no ambiente de trabalho ou na sociedade.
Ou seja:
● Não é um rótulo de incapacidade
● Não é um atestado para parar a vida
● É uma forma de garantir direitos, respeito e adaptações quando necessárias
“Mas se é deficiência, ainda preciso me exercitar?”
Sim — e talvez mais do que nunca.
As melhores evidências científicas mostram que, na fibromialgia:
● Movimento é tratamento
● Exercício bem orientado reduz dor e fadiga
● Corpo parado tende a piorar os sintomas
A diferença é que cada pessoa tem seu ritmo, e a lei ajuda a evitar cobranças injustas ou comparações inadequadas.
E a parte emocional? Isso é “coisa da cabeça”?
Não. Mas o cérebro participa da dor, e por isso tratamentos como:
● Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC)
● Educação em dor
● Estratégias de enfrentamento
ajudam o corpo a sentir menos dor e recuperar função.
Reconhecer direitos não elimina a responsabilidade com o tratamento ativo.
Vida social, trabalho e propósito: continuar é parte da cura
Isolamento piora a dor.
Perder vínculos piora a dor.
Sentir-se inútil piora a dor.
O objetivo não é afastar você da vida, mas:
● Ajustar o que for preciso
● Criar ambientes mais compreensivos
● Permitir que você continue participando, com dignidade
O maior perigo não é a lei — é a desistência
O risco real não é ser reconhecido como pessoa com direitos.
O risco é acreditar que:
“Não adianta mais tentar.”
Isso não é verdade.
Fibromialgia é uma condição crônica, sim.
Mas crônica não é sinônimo de parada, fracasso ou fim da vida ativa.
Em resumo
✔️ A lei existe para proteger, não para limitar
✔️ O tratamento continua sendo movimento, autonomia e participação
✔️ Você não é definido pela dor — você é alguém em processo de cuidado
Ter direitos não tira sua força.
Ter informação devolve o controle.
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