Fibromialgia é deficiência… ou é força? Entenda o que a lei realmente quer dizer

19 de fevereiro de 2026
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Nos últimos tempos, muitas pessoas ouviram que a fibromialgia passou a ser reconhecida como deficiência no Brasil. E junto com essa notícia veio a dúvida — e até o medo:

“Isso quer dizer que eu sou incapaz?”
“Vou ter que parar de trabalhar?”
“Exercício não faz bem?”

A resposta é clara: NÃO. E entender isso é fundamental para a sua saúde.

O que a lei quis proteger (e não limitar)

O reconhecimento legal da fibromialgia não significa que a pessoa é frágil, inválida ou incapaz.

A lei segue um conceito moderno, usado pela Organização Mundial da Saúde, que entende deficiência como:

Uma condição de saúde que pode gerar limitações, principalmente quando a pessoa enfrenta barreiras no ambiente de trabalho ou na sociedade.

Ou seja:

● Não é um rótulo de incapacidade
● Não é um atestado para parar a vida
● É uma forma de garantir direitos, respeito e adaptações quando necessárias

“Mas se é deficiência, ainda preciso me exercitar?”

Sim — e talvez mais do que nunca.

As melhores evidências científicas mostram que, na fibromialgia:

● Movimento é tratamento
● Exercício bem orientado reduz dor e fadiga
● Corpo parado tende a piorar os sintomas

A diferença é que cada pessoa tem seu ritmo, e a lei ajuda a evitar cobranças injustas ou comparações inadequadas.

E a parte emocional? Isso é “coisa da cabeça”?

Não. Mas o cérebro participa da dor, e por isso tratamentos como:

● Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC)
● Educação em dor
● Estratégias de enfrentamento

ajudam o corpo a sentir menos dor e recuperar função.

Reconhecer direitos não elimina a responsabilidade com o tratamento ativo.

Vida social, trabalho e propósito: continuar é parte da cura

Isolamento piora a dor.
Perder vínculos piora a dor.
Sentir-se inútil piora a dor.

O objetivo não é afastar você da vida, mas:

● Ajustar o que for preciso
● Criar ambientes mais compreensivos
● Permitir que você continue participando, com dignidade

O maior perigo não é a lei — é a desistência

O risco real não é ser reconhecido como pessoa com direitos.
O risco é acreditar que:

“Não adianta mais tentar.”

Isso não é verdade.

Fibromialgia é uma condição crônica, sim.
Mas crônica não é sinônimo de parada, fracasso ou fim da vida ativa.

Em resumo

✔️ A lei existe para proteger, não para limitar
✔️ O tratamento continua sendo movimento, autonomia e participação
✔️ Você não é definido pela dor — você é alguém em processo de cuidado

Ter direitos não tira sua força.
Ter informação devolve o controle.

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O Projeto Educa Dor é uma ferramenta de informação em saúde, que busca levar de maneira clara, informações sobre os mais diversos conceitos envolvendo a dor crônica, seus tratamentos, métodos e diagnósticos.

Responsável técnico: Dr. João Marcos Rizzo - CREMERS 18903
Médico Anestesiologista com área de atuação em Dor - RQE 42946

Por Marcelo Cezar - Marketing Digital